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Muito tenho te olhado,
Muito embora tão distante estejas...
Na imaginação te desenhado,
Nos contornos me esmerando,
Para que não perca teus detalhes.
E a mão vai tateando,
Por sobre teu rosto deslizando,
Sentindo os teus cílios,
Que emolduram lindos olhos,
Que se fecham ao meu toque.
E sigo sentindo nuances,
E teus lábios em meus dedos...
Entreabertos, sempre úmidos...
Sensuais, irrequietos,
Deliciosamente provocantes.
Teu colo de pele suave...
Fina penugem eriçada,
Conduz-me a seios formosos,
De pele sedosa, perfumada,
Sempre morna, desejada...
Auréolas escurecidas,
Mamilos ensandecidos,
Sob o toque de meus dedos.
E sinto teu ventre achatado,
Se contraindo em doce desejo...
E o púbis projetado,
Com seus pêlos perfumados,
Tão excitante fragrância,
Que se mistura ao odor,
De fêmea em pleno cio.
E então teus grandes lábios,
Que protegem teu pistilo,
Se afastam lentamente,
Pois sentem que a invasão,
De tão delicado vestíbulo,
Lentamente se aproxima.
E essas coxas macias,
De músculos tão retesados,
Se distendem, se contraem,
Dançando ao som de gemidos.
E a flor em tuas mãos,
Lentamente vai seguindo,
O caminho já traçado,
Por meus dedos pesquisado,
Sentindo a suavidade da pele,
Que eu, de olhos fechados,
Com a mente imaginando,
Acredito que assim seja.
És então minha mulher...
Que tão loucamente desejo...
Que amo de mil maneiras! El
Brujo |