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O céu, este firmamento
Normalmente repleto de estrêlas
Está coberto por um denso véu
Nuvens escurecidas
Parecendo uma colcha esgarçada
Movem-se lentamente.
E meus pensamentos divagam.
E como já é normal,
Me vens à mente,
De modo tão real,
Que meu corpo reage.
Te vejo chegando,
Olhando para mim, sorrindo,
E o sorriso eu retribuindo,
Pões a bolsa sôbre a mesa,
Ao meu lado te sentas
Um longo beijo nos damos
O desejo nasce frenético
As minhas mãos te tocando
As tuas me tocando também
E te levantas, e te olho
Linda, de saia,
Blusa já desabotoada,
Rápidamente retirada,
Os teus seios perfumados,
Com mamilos eriçados,
Marcando tecido rendado
Que os envolvem
De modo tão sensual.
Retiras então os sapatos,
Estes saltos que tanto me excitam
Ergues a saia sensualmente
E montas no meu colo
Me abraças, eu te abraço também
Teus seios de encontro ao meu peito
Teu púbis quente roçando em mim
Desajeitadamente, calça arriada,
O sexo irrompendo loucamente
Dentro de ti cravado
Suspirando, gozando, parado
Te beijo, então os seios,
Livrando-os da bela prisão
Os mamilos endurecidos,
Minha língua, com eles, brinca
Gemes, ensandecida
Começando a cavalgar
E dentro de ti, entalado,
Percebo que o desejo aparece
O sexo se avolumando
E pela noite adentro
Sigo sempre te amando.
17/07/2002
El Brujo |