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Poderia, eu talvez,
Nem que fosse uma vez,
De possessivo pronome,
Em passado tão remoto,
Dizer-te, eras minha!
Mas de uma forma incerta,
Aqui não cabem pronomes,
Sujeitos, adjetivos, advérbios,
Já que redundante verdade,
Te levou tão mais distante,
Que um sonho te tornastes!
E vem as recordações,
Em que vários pontos se formavam,
Na exclamação, te admirava,
Por tuas inteligentes palavras,
Na interrogação, perguntava,
Sobre a vida, os teus sonhos,
E por fim, na concordância,
O ponto pacífico era usado.
Hoje, penso meio entristecido,
Neste silencio forçado,
É claro, que voluntário,
Escolhestes a omissão,
Não dizer o que devias,
Ou ao menos o que podias...
Preferistes reticências...
De um modo tão sutil...
Afinal nesta gramática,
Em que sinais, mudam destinos,
De formas tão contundentes,
Reticências... são eloqüentes!
13/04/2002
El Brujo |