|
O teu corpo é o meu mundo,
De sonhos, mundanos desejos,
Tua pele cobrir de beijos.
E vendo este olhar,
O qual sinto o meu penetrar,
Como se estivesse a me chamar,
Vem, eu quero te amar,
Sinto minha pele arrepiar,
Com o desejo a despertar.
E tua boca sedutora,
Que saliente me sorri,
Alucinado me deixa,
Nela deixar mais beijos,
Muitos, muitos mais,
No rosto, nariz e queixo.
Agarrar os cabelos revoltos,
E te beijar o pescoço,
Lentamente tua blusa tirar,
Vendo este corpo se desnudar,
Em minhas mãos sentir a pele
Dos teus macios seios,
Os mamilos excitados,
Enrijecidos, enrugados,
Sempre tão desejados.
E tu me olhas, sacana,
E em seguida para a cama,
Já de lençóis amarfanhados,
Travesseiros, no chão jogados,
Já não nos diz mais nada.
Dela não necessitamos,
Já que sempre nos amamos,
Nos locais mais inusitados,
Sempre assim inesperados,
Em que mordo tuas costas,
E tu te arrepias e te encostas,
Ao meu corpo excitado,
O membro já retesado,
Se infiltrando entre tuas coxas.
E elas apertam, esfregam,
Me deixando louco,
Com teu ventre contraído,
Nádegas salientes, oferecidas,
Entre gemidos, suspiros,
Que me fazem a desejar.
Sim, és tu o meu mundo,
Submundo que inundo,
Com torrentes de prazer.
26/03/2003
El Brujo |