Delírios - Intimos Desejos - Sua página de Poemas e Sentimentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Delírios

 

Tenho andado tão cansado
Que acho melhor desistir
Pois vivo a te olhar
Sempre a te flertar
E tu, linda mulher
Nem percebes, ou então finges
Me olhas, sorris
No rosto sempre um beijo
E se percebes, disfarças
Tão bem que me enganas
Tanto que não percebo
Se gostas ou não de mim.
Te olhando nestes olhos
De brilho tão transparente
Percebo o fogo, o desejo
Que quisera por mim fosse
Pois a cada noite que passa
Em meu quarto, na penumbra
Minhas mãos percorrem o corpo
Imaginando, de olhos fechados,
Serem as tuas, tão lindas
Dedos longos, finos dedos
De pele acetinada, macia
Longas unhas de vermelho pintadas
E contigo sinto prazer
Que explode em torrente
Espasmos, o semen quente
Correndo por entre os dedos
E o delírio, inconsequente
De te imaginar tão minha,
Que neste louco delírio
Beijo teus lábios tenros
Mornos, molhados, entreabertos
Em que a lingua, sorrateira
Nos dentes, roçar teima
Numa expressão de malícia
E por tua pele passeio
Minha boca insatisfeita
Suga, lambe, chupa, beija
Morde os mamilos, os seios
Pêlos crespos em meu rosto
O doce sabor do fluído
Que sai de perfumados lábios
Entre tuas coxas encrustados
E neste delírio prossigo
Somente na imaginação és minha
E quando o delírio acaba
Me sinto tão desgastado
Mesmo até com certa raiva
De te desejar desse jeito
E prometo que vai acabar
Basta, no entanto, te ver
Na rua o teu caminhar
Teus olhos de novo fitar
Tua voz rouca escutar
Que insano desejo retorna
Tão vivo assim em meu peito
Que novamente sinto o desejo.

 

12/06/2002                                   El Brujo

 

 

2002 by El Brujo

 

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